Monumentos

Pelourinho de Soajo

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A praça principal da vila do Soajo é presidida por um pelourinho, o qual está classificado como Monumento Nacional desde 1910.

Este elemento arquitectónico é um simples esteio ao alto, muito próximo do habitual «tronco» do século XIII, colmatado com uma face antropomórfica e um triângulo no topo, a lembrar um chapéu de três bicos.

É um monumento tosco, de enorme valor histórico e etnográfico – testemunho do tempo em que esta povoação serrana foi concelho.

A data da sua edificação é incerta, embora o foral dado à vila por D. Manuel, em 1514 , possa lançar a sua construção, iniciando a sua funcionalidade de marco jurisdicional. Alguns autores interpretam os seus elementos escultóricos como integrados em tradições locais de autonomia administrativa e política

O pelourinho de Soajo é o pelourinho mais típico de Portugal.

 

Espigueiros do Soajo

espigueiros de soajoPela sua total originalidade e particularismo, o pelourinho do Soajo é um elemento fundamental de visita e cuidada observação.

Na periferia da área urbanizada, num ponto alto dominado por um grande afloramento natural granítico, surge uma eira comum, na tradição da vivência comunal local, ladeada por 24 espigueiros de tipo galaico-minhoto, característicos pelo corpo baixo, alongado e construção em pedra, formando um conjunto classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1983.

Os canastros construídos em verga, elementos primitivos destas estruturas, desapareceram por completo. Alguns apresentam uma sacralização evidente, patente nas cruzes de topo sobre peanhas, para protecção divina dos seus conteúdos, essenciais à sobrevivência da comunidade local. A cronologia destes elementos arquitectónicos é integrável nos séculos XVIII e XIX.

Núcleo Megalítico do Mezio

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O Núcleo Megalitico Pré-Histórico do Mezio é composto por cerca de uma dezena de monumentos, nos quais se incluem Mamoas.

A grande maioria das mamoas foram construídas e/ou utilizadas como, locais enterramento ou de ritual no período entra os meados do V e o final do III milénio antes de Cristo, durante o domínio Neolítico e Calcolítico (idade do cobre).

De uma forma geral uma mamoa é constituída por um complexo montículo terra e pedras estruturadas, albergando no seu interior a anta ( ou dólmen) formando uma construção geral de tipo megalítico (do grego mega, grande + lithos, pedra). No interior do espaço formado pelas grandes pedras da anta (esteios verticais e tampa horizontal), designada por câmara funerária, era depositado o corpo acompanhado de materiais associados à actividade social e económica dessas comunidades humanas, onde se incluem recipientes cerâmicos, elementos de adorno, bem como outros fabricados em tipos específicos de pedra lascada.

A mamoa tinha como objectivo proteger o espaço, mas representa também uma forma singular de demarcar um local ritual e simbólico, particularmente importante para a sociedade de pastores agricultores que a construiu, e que lentamente iniciavam um processo de transformação do seu modo de vida no sentido de um modelo de economia de tipo sedentário.

O visitante que se desloque ao local tem ao seu dispor informação gráfica informativa sobre os monumentos estudados, permitindo a compreensão de todo o conjunto arquitectónico primitivo, bem como das áreas valorizadas ao abrigo da intervenção global.

O núcleo megalítico do Mezio é um caso raro de importância, não só pela informação científica que permitiu colher, mas também pela recuperação e valorização patrimonial de um período tão remoto e único.