A nossa Terra

Soajo

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Vila milenar, de atmosfera calma, ar puro e perfumado que se completa na beleza de encanto e mistério, de coloridas paisagens, abundantes arvoredos e águas puras e cristalinas.

É assim, em traços largos, a região que lhe propomos visitar. Venha conhecer connosco o Soajo (o actual Parque Nacional – que compreende parte da antiga Montaria Real de Soajo -, a nossa serra, a nossa cultura, a nossa gastronomia, a nossa hospitalidade,…).

Soajo situa-se no “coração” do Parque Nacional, na serra do mesmo nome, margem direita do rio Lima, separado da Galiza pelo rio Laboreiro, e representa a maior e a mais rica área protegida de Portugal.

A história de Soajo não está devidamente estudada. As referências mais antigas são anteriores à Nacionalidade, 950, aquando da partilha dos bens entre Mumadona de Guimarães e os seus filhos.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAOs testemunhos do passado materializados no santuário rupestre (Gião), nas antas existentes na Serra de Soajo (monumentos nacionais desde 1910), no foral, no pelourinho (monumento nacional desde 1910 e o mais típico do país), na eira comunitária (Eira do Penedo), nas brandas, calçadas medievais, cortelhos, fojo, moinhos de água, ponte medieval (Ponte da Ladeira), poldras, arquitectura, … mas, também, nos usos, costumes e tradições, que são os pilares da nossa riqueza.

É uma terra com algumas vertentes de vida comunitária e com grande apego pelo seu enorme património.

Soajo foi concelho desde o início da Nacionalidade, sendo extinto em 17 de Fevereiro de 1852. A Municipalidade de Soajo é mencionada nas Inquirições Gerais de 1258, ordenadas por D. Afonso III.

Entre os vários privilégios concedidos ao Soajo, por vários monarcas (D. Afonso III, D. Dinis, D. Pedro I, D. João I, D. João II, D. Manuel I, D. João III, Filipe III, D. João IV e D. José), destacamos: a não permanência de fidalgos nestas terras para além do tempo suficiente de “um pão resfriar na ponta de uma lança”, a isenção de prestação do serviço militar, pois cabia-lhe a defesa da fronteira, a de não darem alojamento às tropas nem soldados, em tempo de guerra, e só iam a ela no seu concelho ou quando fosse o rei em pessoa, a de ser cabeça de montaria, pois só os soajeiros a podiam organizar.

A arquitectura soajeira, nomeadamente as casas tradicionais, tem sido objecto de estudo por importantes figuras da nossa arquitectura. Caracteriza-se pelos materiais utilizados (granito e madeira) e pelo desenho (janelas e portas pequenas, piso inferior destinado aos animais e, obrigatoriamente do piso superior fazia parte uma varanda aberta para o exterior).

lagoa As festas, as romarias e as actividades relacionadas com o ciclo do pão (carreto de estrume,   lavradas, desfolhadas, malhadas, moinhos, fabrico do pão,…), os fiadeiros, o canto das cruzes, a transumância, a montaria, o folclore, a reparação de levadas do regadio, fortaleceram durante séculos a vida comunitária, conferindo ao Soajo características muito peculiares.

A cozinha soajeira mantém-se autêntica, no seu paladar e na forma como é preparada, fazendo-nos deliciar quando nos sentamos à mesa.

Ninguém poderá ficar indiferente ao cabrito acompanhado com o afogado, ao cozido à Soajeira, à malga de caldo de farinha, à tigela de caldo de leite, ao bolo da lasca, ao presunto, ao chouriço, à carne barrosã, ao bolo de mel,…

Venha conhecer a natureza no seu estado mais puro. Venha descobrir Soajo, aventurando-se pelos montes e vales da Serra que continua misteriosa e a exercer sobre todos, naturais e visitantes, um sublime fascínio.